Você já se pegou olhando para os outros e se sentindo inadequada(o), como se nunca fosse o suficiente? Parece que todo mundo está indo melhor na vida, tem mais sucesso ou é mais feliz, e isso só faz com que você se sinta cada vez mais desvalorizada(o) e insegura(o). A comparação constante pode ser exaustiva e, muitas vezes, leva à frustração e à sensação de que você não está no mesmo nível.
A comparação é uma armadilha. Ela surge muitas vezes como uma forma de medir nosso valor, mas o problema é que cada pessoa tem sua própria história, seu próprio tempo e seu próprio processo. E é isso que a psicanálise explica: nos comparamos com os outros porque estamos em busca de validação externa, muitas vezes por um medo profundo de não sermos aceitos ou suficientes.
💭 Como isso acontece no dia a dia?
👉 Você vê alguém com uma vida aparentemente mais realizada e imediatamente começa a se questionar: “Por que eu não consigo ser assim também?”
👉 Você compara seu corpo, sua carreira, seu relacionamento com o dos outros, e a cada comparação, se sente mais insuficiente.
👉 A sensação de que você está ficando para trás vai te consumindo, e mesmo quando conquista algo, não consegue aproveitar a vitória, pois logo pensa em como isso se compara com o sucesso de alguém mais.
👉 Em momentos de insegurança, você busca cada vez mais aprovação externa, na esperança de preencher um vazio interno que a comparação constante não consegue suprir.
O que está por trás disso?
A constante comparação está frequentemente ligada à baixa autoestima e à necessidade de ser reconhecida(o) e valorizada(o) pelos outros. O desejo de ser “como os outros” ou “melhor que os outros” pode ser uma tentativa de se sentir mais aceita(o) ou amparada(o), mas esse comportamento é, na verdade, um reflexo de uma fragilidade interna.
A psicanálise sugere que, quando nos comparamos, estamos tentando validar nossa própria identidade. Mas ao buscar essa validação fora, esquecemos que a verdadeira aceitação precisa vir de dentro. Esse ciclo só gera mais frustração e nos afasta da nossa verdadeira essência.
Mas tem jeito!
🌿 Como começar a mudar esse padrão de comparação?
- Pratique a autocompaixão. Quando se perceber se comparando, pare um momento e se lembre de que você é único(a), com qualidades e conquistas que são apenas suas. Aceitar-se é o primeiro passo para libertar-se dessa necessidade constante de validação externa.
- Tire o foco do que falta e olhe para o que você já tem. Muitas vezes estamos tão preocupados com o que ainda não alcançamos que esquecemos de olhar tudo o que já conquistamos. É fácil pensar que o outro tem tudo e você não tem nada, mas a verdade é que o outro tem coisas que você ainda não tem, mas talvez ele também não tenha coisas que você já possui. O importante é não focar na falta, mas no que você já é e já fez.
- Desacelere e conecte-se consigo mesma(o). O mundo nos pressiona a estarmos sempre em movimento, mas você não precisa acompanhar o ritmo de ninguém. Olhe para dentro de si, entenda o que realmente importa para você e siga seu próprio caminho.
- Busque o autoconhecimento. A comparação constante revela algo mais profundo: a falta de autoconfiança. Buscar ajuda profissional, como a terapia, pode ser essencial para entender os padrões de comparação e trabalhar em como você se vê. Isso vai ajudar a fortalecer sua autoestima e a perceber que o seu valor não está atrelado ao que os outros fazem ou têm.
O autoconhecimento e a aceitação são o caminho para parar de se comparar e, ao invés disso, valorizar quem você realmente é. Você não precisa da validação dos outros para ser incrível. Você já é.
Continue se movimentando para dentro de si mesma(o). Com o tempo, a comparação vai perder o poder que tem sobre você e você vai começar a viver com mais liberdade e confiança. Cada pequeno passo conta na sua jornada de transformação.